Jolitex aposta em inovação para atender novas demandas de mercado
30/09/2026
Trajetória da empresa combina equilíbrio, ajustes e investimentos que vão da gestão à linha de produção, sempre com foco no consumidor, numa equação que reúne tecnologia, leitura de tendências e capilaridade para fortalecer sua atuação no mercado.
Com mais de seis décadas de história, a Jolitex mais uma vez chega ao Congresso Internacional Brasil 2026 como patrocinadora e com uma trajetória marcada pela transformação. “A participação no Congresso reflete um momento em que a Jolitex busca conciliar os mais de 60 anos de conhecimento acumulado com novas ferramentas, tecnologias e formas de interpretar o mercado”, assinala o diretor da companhia, Tibério Katz.
Realizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), pela International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e pela International Apparel Federation (IAF), o evento ocorre nos dias 14 e 15 de outubro, em Fortaleza, reunindo lideranças brasileiras e internacionais para discutir os caminhos da indústria têxtil e de confecção diante de um cenário de rápidas mudanças.
Atuação ancorada na tradição e voltada ao futuro
Criada em 1964, em São Paulo, inicialmente como comércio de produtos têxteis, a Jolitex migrou para o segmento da indústria e iniciou, em 1973, a produção de colchas de chenille. Quatro anos depois, entrou na fabricação de cobertores, categoria que permanece entre os pilares do negócio. Ao longo das décadas, ampliou sua estrutura produtiva, diversificou o portfólio e passou a atuar também com mantas, colchas, edredons, jogos de lençol, tapetes e cortinas, combinando produção nacional e importação.
Ações orientadas ao consumidor
Segundo Tibério Katz, a evolução da companhia foi construída sobre três pilares: inovação, qualidade e tradição. Embora os cobertores mantenham forte representatividade e estejam diretamente ligados à identidade da marca, a estratégia atual contempla diferentes ambientes e momentos da casa, unindo conforto, funcionalidade, estética e design.
Esse posicionamento acompanha também uma mudança no comportamento do consumidor. Na avaliação do dirigente, preço e qualidade continuam importantes, mas dividem espaço com atributos como conforto, durabilidade, estética e funcionalidade.“Nosso desafio é desenvolver produtos que tenham valor percebido: bonitos, confortáveis, funcionais, de qualidade e adequados à realidade do consumidor brasileiro”, sintetiza.
Dados e tendências no desenvolvimento
A empresa acompanha, segundo o dirigente da Jolitex, o desempenho de categorias e produtos, movimentações do varejo, tendências de cores, materiais, estampas e design.
A leitura de tendências nacionais e internacionais é processo que se dá em conexão com dados de desempenho do mercado local e, de certa forma, conduz o desenvolvimento de produtos. Dentro dessa proposta, a inteligência artificial desponta como uma relevante ferramenta. “Longe de substituir a experiência e o conhecimento das equipes, a tecnologia amplia a capacidade de análise de informações, de identificar padrões e de apoiar decisões”, afirma Katz.
A perspectiva, para o executivo, é de que a IA participe progressivamente dos processos da indústria e do desenvolvimento de produtos, especialmente à medida em que as empresas ampliem sua capacidade de transformar dados em decisões.
A transformação tecnológica, porém, não se restringe à inteligência artificial. De acordo com o diretor, a Jolitex investe em capacidade produtiva, processos industriais e desenvolvimento de produtos. O movimento alcança também áreas como gestão, análise de dados, relacionamento com clientes e consumidores e desenvolvimento de produtos.
Indústria brasileira diante da concorrência global
Para a Jolitex, competitividade não se resume a preço. Escala produtiva, eficiência operacional, controle de qualidade, desenvolvimento de produtos, inovação e conhecimento do consumidor formam, juntos, a base para enfrentar a concorrência.
A produção nacional, segundo Katz, oferece vantagens como proximidade do mercado, controle dos processos, capacidade de resposta e possibilidade de desenvolver produtos ajustados às características do consumidor local. Ao mesmo tempo, a empresa mantém uma estratégia complementar de importação, acompanhando tecnologias, matérias-primas, tendências e modelos produtivos internacionais.
“O objetivo é encontrar o equilíbrio entre tradição industrial e transformação. Não se trata de escolher entre indústria nacional ou inovação: a indústria nacional precisa ser inovadora para permanecer competitiva”, destaca.
Mais de 12 mil pontos de venda
A capilaridade também é apontada como um ativo estratégico da companhia. O empresário afirma que a Jolitex está presente com seus produtos em mais de 12 mil pontos de venda em todo o país, por meio de sua rede de revendedores e representantes.
O Sudeste destaca-se, seguido por Sul e Nordeste. Para a companhia, o desafio não está só em ampliar a quantidade de pontos de venda, mas em qualificar essa presença, fortalecendo a relação com o varejo, a disponibilidade dos produtos e a adequação do portfólio às diferentes realidades regionais.
Olhar para o futuro
É nesse contexto de transformação que a Jolitex participa do Congresso Internacional Brasil 2026. Para a empresa, o encontro representa oportunidade de acompanhar as discussões que estão moldando o futuro da indústria no Brasil e no mundo, com o consequente intercâmbio de experiências com empresas e mercados de diferentes origens.
Entre os temas de maior interesse estão inteligência artificial, transformação digital, novos materiais e fibras, eficiência produtiva, sustentabilidade, circularidade, rastreabilidade e competitividade internacional. “Estaremos todos ali frente a frente com essas transformações para poder traduzi-las em soluções concretas para a indústria brasileira e para o consumidor”, finaliza Katz.