Futuro e suas conquistas revelam aos líderes as chaves para alcançá-los
17/07/2026
Cientista da computação e fundadora da Moovers, Mônica Magalhães defende que o futuro já deixa sinais no presente, cabendo às lideranças desenvolver a capacidade de percebê-los antes da concorrência.
Mônica Magalhães é a palestrante que conclui a programação do segundo dia do Congresso Internacional Brasil 2026. E não é por acaso. Cientista da computação, pesquisadora em conexão com o universo quântico e fundadora da Moovers– comunidade referência em futurismo e novas tecnologias –, ela propõe uma reflexão sobre como líderes podem projetar a trajetória das empresas, das marcas, das equipes, dos negócios e da própria carreira em perspectiva de futuro – tecnológico e sustentável.
Na palestra “A arte de atravessar o tempo”, em sintonia com o tema desta edição do Congresso — Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades —, Mônica desafia o público a abandonar a lógica de olhar apenas para o passado para definir os próximos passos. No encontro do dia 15, no auditório do Congresso Internacional Brasil, no Centro de Convenções de Fortaleza, a pesquisadora apresentará as chaves para identificar sinais de mudança que, embora ainda pareçam distantes, já podem ser percebidos no presente.
Antecipar transformações
Segundo Mônica Magalhães, o futuro não surge de forma repentina, mas revela indícios em novos comportamentos, hábitos de consumo e formas de trabalhar. Ela afirma que empresas capazes de interpretar esses movimentos com antecedência conquistam uma vantagem competitiva, enquanto aquelas que esperam as transformações se tornarem evidentes acabam limitadas à reação. “O futuro nunca chega de uma vez. Ele deixa pistas antes”, diz a especialista.
Ao abordar os impactos da IA, a pesquisadora observa que a tecnologia continuará assumindo atividades operacionais, tornando ainda mais valiosas competências essencialmente humanas. Para ela, a diferença estará na capacidade de fazer perguntas relevantes, identificar mudanças antes que se consolidem e interpretar o próprio contexto com senso crítico. “As pessoas mais valiosas não são as que sabem mais sobre tecnologia. São as que conseguem ler o próprio contexto com honestidade e agir a partir dessa leitura”.
Para Mônica Magalhães, a incerteza deixou de ser temporária e passou a fazer parte da realidade dos negócios. Segundo a pesquisadora, as empresas que aprendem a atuar nesse cenário conseguem identificar oportunidades antes das demais. “Desejar estar no futuro é uma escolha ativa”, afirma, defendendo que as lideranças substituam o medo pela curiosidade para transformar as mudanças em oportunidades.