14 E 15 DE OUTUBRO | FORTALEZA

Congresso em Fortaleza: arena de negócios, ideias e oportunidades

17/07/2026

Presidente do Sindiroupas Ceará destaca o potencial exportador do estado, a força da cadeia produtiva local e a importância do encontro internacional para ampliar conexões e discutir os desafios da indústria. 

 

O Ceará se prepara para receber, nos dias 14 e 15 de outubro, no Centro de Convenções de Fortaleza, uma edição histórica do Congresso Internacional Brasil 2026. Pela primeira vez, o evento reunirá, em um único encontro, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a InternationalTextileManufacturers Federation (ITMF) e a InternationalApparel Federation (IAF). Para o presidente do Sindiroupas Ceará, Paulo Rabelo, a realização do Congresso no estado amplia a visibilidade da indústria local e coloca o Ceará no centro das discussões globais sobre o futuro do setor. 

 

Oportunidades para a indústria 

Para Paulo Rabelo, o momento é estratégico para o Ceará. “O estado reúne a cadeia completa da confecção, do plantio do algodão ao produto acabado, além de ser o ponto do Brasil mais próximo da Europa. Com o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, temos condições de fortalecer o Ceará como um polo exportador, autossuficiente em algodão e em energia limpa”, ressalta. 

 

Cadeia produtiva forte e desafios de competitividade 

Ao traçar um panorama da indústria cearense, Paulo Rabelo destaca a presença de grandes empresas têxteis, uma cadeia produtiva integrada e novos investimentos em infraestrutura tecnológica. “O estado conta com um parque têxtil forte, que reúne empresas de grande porte, além de investimentos em data centers e energias renováveis, fatores que impulsionam o desenvolvimento econômico do estado”, observa. 

Para o presidente do Sindiroupas, no entanto, o fortalecimento da competitividade passa também por políticas públicas e ganhos de produtividade. “Nosso principal concorrente não é mais o estado vizinho, mas a China. Precisamos de iniciativas que apoiem a gestão das confecções, ampliem a produtividade das oficinas de costura e fortaleçam a capacidade de gestão das marcas. Programas como o Moda Avante, criado pelo governo local e voltado à gestão de confecções, a começar pelo segmento jeans, contribuem para reduzir essa diferença e estimular uma cultura permanente de inovação”, conclui.







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